Toffoli se declara suspeito em caso Vorcaro

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu se declarar suspeito para participar do julgamento que analisará a legalidade da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. A análise do caso está prevista para ocorrer em sessão virtual da Segunda Turma da Corte na sexta-feira (13).

Ao justificar a decisão, o magistrado afirmou que existe relação entre investigações em andamento e outros processos ligados ao caso. Por motivo de foro íntimo, Toffoli optou por não atuar na análise a partir desta etapa investigativa.

Com o afastamento do ministro, a decisão do colega André Mendonça — que determinou a prisão de Vorcaro — será examinada pelos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Toffoli também se declarou suspeito para julgar um mandado de segurança que tenta obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Após a manifestação do ministro, o processo foi redistribuído e passou a ser relatado pelo ministro Cristiano Zanin.

No mês passado, Toffoli já havia deixado a relatoria do inquérito sobre o caso depois que a Polícia Federal informou ao STF que mensagens encontradas no celular de Vorcaro mencionavam o nome do ministro. O aparelho do banqueiro foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.

As investigações também citam o resort Tayayá, no Paraná, do qual Toffoli é um dos sócios. O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e está entre os pontos analisados pela Polícia Federal.