Relator da CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha e mais 217

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão com a recomendação de indiciamento de 218 pessoas. Entre os nomes citados está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.

O parecer é analisado após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a decisão que permitia a prorrogação dos trabalhos da comissão, que se encerra oficialmente neste sábado (28). O documento tem mais de 4 mil páginas e reúne nove frentes de investigação, envolvendo empresários, servidores públicos, intermediários e entidades.

Apesar da inclusão do nome de Lulinha, a defesa afirma que ele não tem envolvimento em irregularidades. O empresário não é investigado formalmente pela Polícia Federal, mas foi citado ao longo das apurações, incluindo menções em operações realizadas no fim do ano passado.

A CPMI não conseguiu avançar em algumas suspeitas, como possíveis pagamentos irregulares e viagens que teriam sido custeadas por um dos investigados apontados como operador do esquema. Diante disso, o relator também sugere que a Polícia Federal dê continuidade às investigações nesses pontos.

Como não tem poder para indiciar formalmente, a comissão pode apenas encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar eventuais denúncias.

Nos bastidores, parlamentares da base governista articulam a apresentação de um relatório alternativo. A principal divergência gira em torno da lista de nomes sugeridos para indiciamento. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defende a tentativa de consenso, mas admite que a votação pode se estender até a madrugada.

Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Com informações da CNN Brasil