Alunos da UFPE relatam possível falha em ar-condicionado após acusações políticas sobre incêndio

Estudantes dizem que informações obtidas no local apontam para aparelho antigo como possível origem das chamas; Polícia Federal ainda investiga o caso

Enquanto o incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) passou a ser alvo de uma disputa política nas redes sociais, estudantes da própria instituição apresentaram uma hipótese diferente para a origem das chamas.

Em vídeo, Everton e Camila, do DCES, afirmam que foram ao local para buscar informações sobre o ocorrido e que ouviram relatos de que um aparelho de ar-condicionado antigo teria começado a pegar fogo, com as chamas posteriormente se espalhando pelo prédio.

A versão ainda não foi confirmada oficialmente.

Acusações surgiram antes da conclusão da perícia

Após o incêndio, parlamentares e lideranças políticas passaram a levantar a possibilidade de uma ação criminosa relacionada às mobilizações políticas realizadas na universidade.

Integrantes da esquerda citaram mensagens de ameaça recebidas por estudantes e defenderam investigação sobre uma eventual retaliação política.

Outros políticos criticaram a associação do incêndio à direita antes da conclusão das perícias.

Até agora, porém, não existe conclusão oficial de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente ou tenha qualquer motivação político-eleitoral.

PF investiga causa do incêndio

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

Peritos trabalham para identificar o ponto inicial das chamas, reconstruir a dinâmica do incêndio e verificar todas as hipóteses, incluindo eventual origem acidental ou criminosa.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, já afirmou publicamente que a universidade ainda não possui uma explicação específica para a causa do incêndio e que aguarda os resultados da perícia.

O caso foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em oito dias.

Prejuízo chega a R$ 100 milhões

O incêndio mais recente atingiu um prédio utilizado por laboratórios de pesquisa em áreas como fármacos, genética e inovação terapêutica.

Segundo a universidade, o prejuízo com equipamentos e materiais pode chegar a R$ 100 milhões, além da perda de dados e amostras acumulados durante cerca de 20 anos de pesquisas.

A hipótese relatada pelos estudantes sobre o ar-condicionado passa, portanto, a integrar o debate público, mas somente a perícia poderá determinar a causa efetiva do incêndio.

VoxPB