Reajuste começou a valer em 1º de novembro e acompanha a alta das cotações internacionais do combustível.
A Petrobras elevou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) a partir deste domingo (1º). O reajuste representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação ao valor praticado no mês anterior.
Segundo a estatal, a alta acompanha o movimento das cotações internacionais do combustível, em meio à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, devido ao conflito entre os dois países.
Por que o combustível ficou mais caro?
Em nota, a Petrobras explicou que o reajuste reflete a valorização do QAV no mercado internacional.
A empresa realiza atualizações mensais por meio de uma fórmula paramétrica prevista em contrato. O mecanismo funciona como um amortecedor de curto prazo e, de acordo com a estatal, permite reajustes mais moderados do que os praticados em outros mercados.
Alta acumulada passa de 50%
Até setembro, o aumento acumulado do querosene de aviação vendido pela Petrobras era de 53,3%.
Em outubro, a companhia aplicou um reajuste de 11,8%, mas deixou de informar o percentual acumulado do combustível.
A Petrobras também destacou que, em alguns dos principais mercados internacionais, os preços do QAV para companhias aéreas são atualizados com frequência, podendo chegar a reajustes diários.
Segundo a estatal, as variações acumuladas desde o início do conflito internacional têm sido superiores às observadas no Brasil.
Impacto para as companhias aéreas
O querosene de aviação é um dos principais custos operacionais das empresas do setor. Por isso, a elevação do preço pode aumentar as despesas das companhias aéreas e pressionar o custo das operações.
O reajuste, no entanto, não significa necessariamente aumento imediato no preço das passagens, já que as tarifas também dependem de fatores como demanda, concorrência, câmbio e estratégia comercial das empresas.
VoxPB