A ministra Cármen Lúcia votou nesta terça-feira, 21 de abril, para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral e acompanhou integralmente o entendimento do relator, Alexandre de Moraes. Com isso, o julgamento no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal passou a registrar placar de 2 a 0 pela condenação.
No voto, Moraes defendeu pena de um ano de prisão em regime aberto, além de multa. A ação tem origem em uma postagem publicada por Eduardo Bolsonaro em 2021, quando ele associou um projeto de Tabata sobre distribuição gratuita de absorventes a supostos interesses empresariais ligados ao nome de Jorge Paulo Lemann. Para o relator, houve difamação contra a parlamentar.
A defesa do ex-deputado sustenta que as declarações estariam protegidas pela imunidade parlamentar. Mesmo assim, até agora, os dois votos apresentados no Supremo foram favoráveis à condenação. O julgamento permanece aberto até 28 de abril, quando os demais ministros ainda poderão se manifestar.
Na noite de segunda-feira, 20 de abril, Eduardo voltou a comentar o caso nas redes sociais e criticou Moraes ao citar imagens do casamento de Tabata Amaral com o prefeito do Recife, João Campos, evento do qual o ministro participou como convidado. Segundo a Agência Brasil, Tabata não havia se manifestado publicamente sobre o andamento da votação até a publicação da reportagem.
Imagem: Marcelo Camargo
Com informações da Agência Brasil