Setor privado é apontado como essencial na prevenção e no apoio às vítimas.
As empresas têm papel central no combate à violência contra mulheres e devem atuar com medidas de prevenção, intervenção e acolhimento. A avaliação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Rosa, durante evento no Rio de Janeiro.
Segundo ele, apenas endurecer leis não resolve o problema. O foco precisa estar na prevenção, com ambientes de trabalho seguros e políticas internas que combatam abusos.
Dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025 mostram a gravidade do cenário: seis mulheres são mortas por dia no país. Em 2024, foram cerca de 2,1 mil vítimas, além de 4,7 mil tentativas.
Rosa criticou empresas que não adotam medidas efetivas, classificando a omissão como falha ética. Ele também defendeu a criação de canais seguros de denúncia e maior participação feminina na elaboração de políticas internas.
Durante o evento, exemplos de iniciativas foram apresentados, como o “Canal Mulher”, do Magazine Luiza, que oferece apoio psicológico e jurídico a funcionárias vítimas de violência.
Especialistas destacaram ainda que empresas podem ajudar a promover mudanças culturais e ampliar a conscientização da sociedade sobre o tema.
Com informações da Agência Brasil.
Imagem: Tânia Rêgo