A farmacêutica americana Eli Lilly alcançou um marco histórico ao ultrapassar, no fim de 2025, a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado — tornando-se a primeira empresa do setor de saúde a atingir esse patamar. O avanço foi impulsionado principalmente pela forte procura por medicamentos voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, que atuam no controle do apetite e da saciedade.
Entre os produtos responsáveis pelo crescimento estão o Mounjaro, indicado para diabetes, e o Zepbound, utilizado no combate à obesidade. Ambos ganharam destaque global devido à eficácia na redução da fome e no auxílio à perda de peso, ampliando o interesse de pacientes e profissionais de saúde.
A base científica dessas terapias tem origem em pesquisas iniciadas nos anos 1990 sobre o Monstro de Gila, um lagarto venenoso que vive nos desertos do Arizona, nos Estados Unidos. Cientistas descobriram que a saliva do animal contém uma substância chamada exendina-4, semelhante ao hormônio humano GLP-1, responsável por regular os níveis de açúcar no sangue e diminuir o apetite.
Esse achado abriu caminho para o desenvolvimento de medicamentos modernos capazes de reproduzir esses efeitos no organismo humano, transformando um componente natural potencialmente perigoso em uma ferramenta terapêutica inovadora — e altamente lucrativa.