O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (24) mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida, ampliando os limites de renda familiar e elevando o valor máximo dos imóveis financiados. As novas medidas ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.
Com a atualização, a Faixa 1 passa de R$ 2.850 para R$ 3.200 de renda mensal. A Faixa 2 sobe de R$ 4.700 para R$ 5.000. Já a Faixa 3 vai de R$ 8.600 para R$ 9.600, enquanto a Faixa 4 aumenta de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Na Faixa 1, também foi criada uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, abaixo dos 4,75% anteriores.
Os limites de financiamento foram ampliados nas faixas mais altas. Na Faixa 3, o teto sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o valor máximo passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa habitacional. A estimativa é de que 87,5 mil famílias tenham acesso a juros menores, além da inclusão de 31,3 mil novas famílias na Faixa 3 e outras 8,2 mil na Faixa 4.
A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa. A previsão é de que esse reforço comece a ser utilizado no segundo semestre.
A equipe técnica estima impacto de R$ 500 milhões em subsídios e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional, com o objetivo de facilitar o acesso à casa própria, especialmente para a classe média.
Na mesma reunião, o conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, com novas condições para financiamento de entidades filantrópicas ligadas ao SUS, incluindo prazos maiores para reestruturação, compra de equipamentos e obras.
Com informações da Agência Brasil.
Foto: Ricardo Stuckert/PR