O empresário Giuliano Finimundi Verdi, de 51 anos, herdeiro do grupo Rodobens, morreu nesta sexta-feira (2) em Trancoso, distrito de Porto Seguro, no litoral sul da Bahia. Segundo informações da família, a morte foi causada por um infarto fulminante.
Giuliano estava de férias com a esposa, Alessandra, e os três filhos quando passou mal. Neto do fundador da Rodobens, Waldemar de Oliveira Verdi, e filho de Waldemar de Oliveira Verdi Júnior, conhecido como “Deco”, ele integrava o conselho de administração e o comitê de pessoas da Rodobens S.A., além de ser membro do conselho da RNI, construtora do grupo.
Em nota oficial, a Rodobens lamentou a perda e destacou a atuação do empresário. “Giuliano teve participação relevante na trajetória do grupo, contribuindo com dedicação, senso de responsabilidade e respeito às pessoas. Sua atuação foi marcada pelo compromisso com os valores que sempre orientaram os negócios da família”, afirmou a empresa.
Fundado em 1949, em São José do Rio Preto (SP), o grupo Rodobens iniciou suas atividades como uma concessionária de caminhões Mercedes-Benz. Em 1966, Waldemar de Oliveira Verdi pai e filho tornaram-se sócios, dando origem à Rodobens Consórcios. O fundador morreu em 2015, aos 97 anos. Atualmente, Verdi Júnior, de 80 anos, preside o conselho de administração do grupo.
A família Verdi deixou o comando executivo da empresa em 1996, passando a atuar em posições estratégicas no conselho. De capital aberto, a Rodobens reúne empresas nas áreas de consórcio, seguros, crédito, leasing, locação e varejo automotivo, além de concessionárias próprias de marcas como Toyota, Mercedes-Benz e Hyundai.
Em 2024, a Rodobens S.A. registrou receita líquida de R$ 5,4 bilhões e lucro de R$ 335,1 milhões. Ao final do terceiro trimestre de 2025, o grupo administrava uma carteira de crédito de R$ 20,7 bilhões.