O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a proposta de redução da jornada de trabalho, com possível extinção da escala 6×1, tem condições reais de avançar no Congresso Nacional. Segundo ele, a discussão já ocorre em diversos países e o Brasil não deve ficar à margem desse debate.
Motta declarou que o Parlamento precisa demonstrar sensibilidade a uma demanda que, segundo ele, representa a maioria dos trabalhadores. Na avaliação do deputado, caso o texto seja elaborado com responsabilidade fiscal e econômica, há possibilidade de aprovação com o quórum constitucional exigido.
Apesar da sinalização positiva, a proposta enfrenta resistência. Lideranças partidárias, como os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, teriam indicado que orientarão suas bancadas a votar contra a medida. Parte do setor empresarial também expressa preocupação com eventuais aumentos de custos e impactos na produtividade e na competitividade.
Ao defender a mudança, Motta relatou argumentos apresentados por parlamentares favoráveis ao projeto, destacando a rotina exaustiva de trabalhadores que passam horas em deslocamento diário. Para ele, a legislação deve considerar não apenas o tempo no local de trabalho, mas também as longas viagens enfrentadas por quem depende de transporte público.
O tema ainda deve passar por debates técnicos e políticos antes de qualquer votação, mas já se consolidou como uma das pautas trabalhistas mais relevantes em discussão no país.