Mais um bebê morre no ISEA e família aponta erro médico

Mais um caso trágico foi registrado no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande, onde um bebê faleceu após o parto, e a família aponta erro médico. O pequeno Ravi Emane não resistiu no último fim de semana, sendo a segunda morte neonatal na unidade em menos de um mês.

De acordo com a mãe, Francikelly, ela implorou por uma cesárea devido às dores intensas, mas só foi levada para o procedimento em estado crítico. “Eu implorei por uma cesárea porque não ia aguentar ter normal”, relatou. Durante a cirurgia, o bebê nasceu, mas não chorou. “Eu não escutei ele chorando, pra onde eles iam com o meu filho? Minha mãe saiu atrás”, contou emocionada.

A equipe médica informou que o recém-nascido havia ingerido líquido amniótico e seria transferido para o Hospital da Clípes. No entanto, a mãe afirma que não recebeu informações claras sobre a real situação do filho. Dois dias depois, ao receber alta e ir até a unidade, teve um pressentimento angustiante. “Eu sentia que ele já estava morto”, desabafou.

A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil nesta segunda-feira (31) e busca respostas sobre o que aconteceu. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a direção do Isea está apurando o caso e destacou que a mãe apresentava histórico de tabagismo, fator que, segundo a pasta, pode ter influenciado no desfecho do parto.

O episódio reacende o debate sobre a qualidade do atendimento materno-infantil no Isea e levanta questionamentos sobre a segurança das gestantes e recém-nascidos na unidade.

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