O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel realizados no sábado (28), segundo a mídia estatal iraniana. O bombardeio teria atingido o complexo onde ele estava em Teerã. A confirmação gerou reações opostas dentro e fora do país, com manifestações tanto de apoio quanto de comemoração pela morte do líder.
Khamenei governava o Irã desde 1989 e era a figura mais poderosa do regime islâmico. Sua morte abre um vácuo de poder considerado o maior desafio político do país desde a Revolução de 1979. Autoridades iranianas prometeram retaliação contra os Estados Unidos, enquanto analistas alertam para risco de escalada militar na região.
Pela Constituição iraniana, um conselho interino formado pelo presidente, pelo chefe do Judiciário e por um representante religioso deve assumir temporariamente até a escolha de um novo líder pela Assembleia de Especialistas. Ainda não há consenso sobre quem poderá ocupar o posto, e especialistas apontam possibilidade de fortalecimento da Guarda Revolucionária.
A morte ocorre em meio a um cenário de fragilidade interna, com crise econômica, sanções internacionais e protestos recentes reprimidos com violência. Nas ruas de Teerã, houve tanto celebrações discretas quanto grandes atos antiamericanos organizados pelo regime.
O impacto pode ir além das fronteiras iranianas. O país exerce forte influência no Oriente Médio por meio de aliados regionais e grupos armados, e a ausência de um sucessor claro aumenta o risco de instabilidade política, conflitos e efeitos na economia global, especialmente no mercado de energia.