Nelson Wilians fala em crise após bloqueio

O advogado Nelson Wilians afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que enfrenta uma situação financeira grave após o bloqueio de contas bancárias e bens no âmbito da investigação conhecida como Farra do INSS.

Em petição encaminhada ao ministro André Mendonça, a defesa sustenta que o escritório atravessa um período de austeridade, com cortes de gastos e dificuldades para manter compromissos básicos. Segundo o documento, há cerca de R$ 3,5 milhões em tributos pendentes.

A solicitação principal é pelo desbloqueio integral dos valores e dos bens em nome de Nelson Wilians e também do escritório. De forma alternativa, a defesa pede que parte do montante congelado seja direcionada ao pagamento das obrigações tributárias junto ao governo federal.

Os advogados alegam ainda que os bloqueios teriam ultrapassado o limite de R$ 28 milhões fixado pela Justiça. Segundo a banca, a restrição financeira já compromete a emissão de certidões indispensáveis para o funcionamento do escritório e pode provocar rescisão imediata de contratos.

No pedido enviado ao STF, a situação foi descrita como “deveras calamitosa”. Nelson Wilians é investigado por suposta lavagem de dinheiro em benefício do empresário Maurício Camisotti, apontado como ligado a entidades suspeitas de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.

A defesa afirma que, diante do bloqueio, a prioridade tem sido garantir o pagamento de salários e de serviços considerados essenciais, como água, energia, telefone e internet. Entre os débitos listados estão contribuições patronais e de segurados, Imposto de Renda Retido na Fonte, PIS, Cofins e outras contribuições sociais.

Com informações da coluna.

Imagem: Emerson Lima