Petróleo dispara e dólar sobe após ataques ao Irã

O mercado internacional reagiu com forte volatilidade nesta segunda-feira (2), primeiro dia útil após os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O petróleo registrou alta expressiva, impulsionado pelo temor de interrupções no fornecimento global, enquanto o dólar voltou a subir diante do clima de incerteza.

Por volta do meio-dia, o barril do tipo Brent, referência mundial, era negociado próximo de US$ 79, com avanço superior a 7%. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, superava US$ 71, alta em torno de 6%. Analistas atribuem o salto principalmente ao risco envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Relatos indicam que embarcações ficaram paradas na região após os primeiros ataques.

Especialistas afirmam que o problema não é a produção global, mas a logística. Mesmo com aumento de oferta anunciado pela Opep+, a interrupção do transporte marítimo pode gerar escassez temporária e pressionar preços. No Brasil, ações da Petrobras também subiram na bolsa.

O dólar acompanhou o movimento de cautela dos investidores e voltou a se valorizar, sendo negociado próximo de R$ 5,20. Em cenários de conflito, recursos tendem a migrar para ativos considerados mais seguros, fortalecendo a moeda americana.

Economistas alertam que, se a crise se prolongar, o encarecimento do petróleo pode elevar a inflação e reduzir o ritmo de cortes na taxa de juros, afetando diretamente a economia e o custo de vida.