A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal, em documento sigiloso, que havia preocupação com uma possível fuga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A informação, revelada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela CNN, teria sido encaminhada à Corte no ano passado.
Além disso, em dezembro, a PF também pediu ao STF a quebra do sigilo fiscal do empresário. A defesa de Lulinha rejeita qualquer suspeita de intenção de deixar o Brasil para escapar de investigações.
Os advogados confirmaram que ele esteve em Portugal com despesas pagas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Antunes está preso sob suspeita de comandar um esquema de desvios envolvendo aposentados.
Segundo a defesa, Lulinha não fechou negócios nem recebeu recursos de Antunes. O empresário também nega ter conhecimento de possíveis fraudes no INSS. Ainda de acordo com a versão apresentada, o interesse de Lulinha surgiu após Antunes mencionar um projeto ligado à produção de canabidiol medicinal, tema que teria chamado atenção por causa de um tratamento de saúde feito por uma sobrinha.
No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido ao filho que apresentasse esclarecimentos sobre o caso, diante do risco de desgaste político para o governo. A avaliação de aliados é que o episódio pode ser explorado no debate eleitoral, especialmente em meio à comparação com episódios envolvendo familiares de outros líderes políticos.