A situação envolvendo o professor doutor Tassos Lycurgo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ganhou novos desdobramentos após a intensificação de ataques virtuais e ameaças direcionadas ao docente. Além de uma campanha organizada nas redes sociais pedindo sua expulsão da instituição, Lycurgo afirma ter recebido mensagens com incitação explícita à violência, o que elevou o grau de preocupação em torno do caso.
As manifestações surgiram após publicações feitas pelo professor em suas redes sociais, nas quais ele expressa críticas ao que considera uma crescente patrulha ideológica no ambiente universitário. Segundo o docente, os ataques extrapolaram o campo do debate e passaram a assumir caráter intimidatório, com ofensas pessoais e ameaças diretas.
Diante da gravidade da situação, Tassos Lycurgo se pronunciou publicamente, fazendo um apelo em defesa dos princípios que, segundo ele, deveriam nortear a vida acadêmica. “A universidade deveria ser casa de razão, debate e busca da verdade. Quando vira palco de patrulha ideológica e intimidação — até com ameaças explícitas de morte — algo essencial se perde”, afirmou. Para o professor, “não podemos normalizar o silenciamento do contraditório”, pois isso compromete o espírito universitário.
Lycurgo reforçou que não pretende recuar diante das pressões e defendeu a liberdade acadêmica como valor central da universidade. “Defender o espírito universitário é defender liberdade acadêmica, verdade e diálogo. Não iremos recuar. Vamos promover diversidade, pluralidade e tolerância reais”, declarou, acrescentando ainda uma reflexão sobre o papel da formação intelectual das novas gerações.
A situação tem mobilizado apoiadores do docente, que veem no episódio um exemplo de intolerância ideológica e alertam para os riscos de se restringir o debate de ideias nas universidades públicas.