Pesquisas internas e cenário eleitoral influenciaram a escolha.
A definição do PSD por Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência passou por uma combinação de fatores políticos e eleitorais. Antes de bater o martelo, a legenda comandada por Gilberto Kassab encomendou pesquisas qualitativas para medir a percepção do eleitor sobre os nomes que estavam no páreo.
De acordo com os levantamentos internos, Caiado apareceu com um perfil mais firme, direto e combativo, características vistas como trunfos para dialogar com o eleitorado de direita. Já Eduardo Leite foi identificado nas pesquisas como um nome mais intelectualizado e com menor apelo popular entre os grupos consultados.
Aliados do partido avaliam que as posições de Caiado sobre temas como segurança pública e combate à corrupção fortalecem sua imagem junto a esse segmento do eleitorado. As análises foram intensificadas após a saída de Ratinho Jr. da disputa interna. Até então, o governador do Paraná era apontado como o nome de melhor desempenho entre os possíveis presidenciáveis da sigla.
Apesar disso, outra sondagem do próprio PSD indicava que Eduardo Leite teria maior espaço para crescer numa eventual disputa nacional. A avaliação era de que o governador gaúcho apresentava menor rejeição e poderia atrair votos tanto da centro-direita quanto da centro-esquerda.
No caso de Caiado, também pesou o cenário político em Goiás. O governador deixa o cargo nesta terça-feira (31) e será sucedido por Daniel Vilela, do MDB, que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado. Além disso, o grupo político de Caiado segue fortalecido localmente, com a primeira-dama Gracinha Caiado aparecendo bem posicionada nas sondagens para o Senado.
Já Eduardo Leite afirmou à CNN que não pretende deixar o governo do Rio Grande do Sul para disputar o Senado nem para compor uma chapa como vice. Segundo ele, apenas uma candidatura à Presidência justificaria a saída do cargo.
Imagem: Hegon Correa
Com informações da CNN Brasil