O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), comentou neste fim de semana a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o trancamento da principal ação contra ele no âmbito da Operação Calvário. Em publicação nas redes sociais, o petista voltou a se declarar inocente e afirmou ter sido alvo de perseguição política ao longo dos últimos anos.
No post divulgado no Instagram, Ricardo Coutinho classificou as acusações como parte de uma narrativa construída para destruir sua reputação e inviabilizar um projeto político que, segundo ele, sempre esteve ao lado da população paraibana. “Foram seis anos de uma narrativa em forma de denúncia, construída para destruir reputações e um projeto político. Durante esse tempo, eu nunca deixei de afirmar a verdade: sou inocente”, escreveu.
Além dos impactos políticos, o ex-governador destacou os prejuízos pessoais e familiares causados pelo processo. Ricardo relatou que a perseguição teria provocado sofrimento emocional intenso, afetando diretamente sua família. Entre os episódios citados, ele mencionou o afastamento do filho Henri e a perda de um filho recém-nascido, Vinícius, situação que atribuiu ao estresse psicológico enfrentado por sua esposa, Amanda Rodrigues, durante a gestação.
Ricardo Coutinho também afirmou que outros denunciados na Operação Calvário sofreram perdas irreparáveis ao longo do período. “Muitos perderam familiares, pessoas que partiram sem ver a reparação de toda a injustiça”, declarou, acrescentando que ainda vê a atuação de forças que, segundo ele, instrumentalizam o sistema de Justiça para interferir na política.
Por fim, o ex-governador questionou a consistência das provas apresentadas nas investigações. Ele criticou o que classificou como abusos de poder, prisões injustificadas e destruição de reputações, argumentando que, se houvesse provas legais e consistentes, tais medidas não teriam sido necessárias.
Fonte: MaisPB