O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido orientado por aliados a declarar apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
A avaliação dentro do governo é de que o gesto pode aumentar a pressão sobre o Congresso Nacional e reposicionar o debate político em torno do escândalo financeiro.
Apesar de ter resistido inicialmente, interlocutores do Palácio do Planalto defendem que o apoio público serviria como resposta direta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se posicionou contra a abertura da comissão.
Nos bastidores, o movimento também é visto como reação política após entraves envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Além da disputa institucional, a estratégia tem foco eleitoral. Integrantes do PT defendem reforçar a narrativa que associa o caso a adversários políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando desgaste público.
Por outro lado, investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o caso não se restringe a um único grupo político, envolvendo nomes de diferentes espectros.
A expectativa é de que Lula utilize as redes sociais para sinalizar apoio à CPI, defendendo uma apuração ampla das suspeitas.
O tema deve ganhar força nas próximas semanas e tende a se intensificar com a aproximação do cenário eleitoral.
Com informações da CNN Brasil.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR