O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
O resultado representa uma derrota para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um episódio raro na política nacional.
Para ser aprovado, eram necessários ao menos 41 votos. Apesar da expectativa do Planalto, a votação secreta manteve o cenário incerto até o fim. Antes do plenário, o nome havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com placar de 16 a 11, após mais de oito horas de sabatina.
A decisão quebra um intervalo de mais de um século sem rejeições: a última havia ocorrido em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
A indicação enfrentou resistência desde o início.
Anunciado em novembro, o nome só foi enviado ao Senado em abril, após tentativas do governo de reduzir a oposição.
Nos bastidores, também houve desgaste com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que defendia o senador Rodrigo Pacheco para a vaga.
Durante a sabatina, o indicado buscou ampliar apoio, defendeu a independência entre os poderes e sugeriu mudanças no funcionamento do STF. Com a rejeição, caberá agora ao presidente Lula indicar um novo nome para o Supremo.
Imagem: Cristiano Mariz
Com informações da CNN Brasil