Sócio da PixBet é preso em Jacumã durante segunda fase da Operação Arena

Diomar Tadeu Dantas de Farias foi alvo de prisão preventiva; investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da PixBet, foi preso nesta quinta-feira (17) durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal.

Ele foi localizado em Jacumã, no município de Conde, Litoral Sul da Paraíba, e era alvo de um mandado de prisão preventiva.

A segunda fase da operação também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens.

Segundo as informações divulgadas, as ordens judiciais estavam relacionadas a endereços em João Pessoa e Campina Grande.

Empresário deve ser levado para Campina Grande

Após a prisão, Diomar Tadeu deve ser encaminhado para Campina Grande, no Agreste paraibano.

Até a última atualização, a Polícia Federal havia confirmado apenas a identidade do alvo do mandado de prisão preventiva. Os nomes dos demais alvos das buscas não foram divulgados.

A defesa do empresário não havia sido localizada até a publicação das informações disponíveis.

Diomar é primo do proprietário da PixBet

Diomar Tadeu é primo de Ernildo Dantas, proprietário da PixBet.

Na primeira fase da Operação Arena, Ernildo foi abordado pela Polícia Federal e teve o veículo e o celular apreendidos durante o cumprimento de mandados.

Ele não foi preso naquela ocasião.

O que investiga a Operação Arena

A Operação Arena foi deflagrada para investigar suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, envolvendo estruturas financeiras ligadas ao setor de apostas.

Na primeira fase, a investigação teve a PixBet entre os alvos.

Segundo a apuração, recursos provenientes de jogos de azar e apostas esportivas teriam sido movimentados por meio de empresas e estruturas mantidas no exterior.

Uma das linhas de investigação envolve empresas registradas fora do Brasil, inclusive em Curaçao.

Primeira fase teve bloqueio autorizado de até R$ 1,1 bilhão

Na primeira etapa da Operação Arena, foram cumpridos mandados em estados como Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

A Justiça também autorizou quebras de sigilos bancário e telemático, além do sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.

A sede da PixBet, em Campina Grande, esteve entre os locais alcançados pelas medidas.

As suspeitas investigadas pela Polícia Federal ainda estão em apuração e não representam condenação definitiva dos investigados ou das empresas citadas.

VoxPB

Fonte: G1 Paraíba