Empresário criticou atuação do ministro Cristiano Zanin sobre horário de votação e sugeriu adiar o pleito presidencial em duas semanas.
O empresário Pablo Marçal fez duras críticas à condução do segundo turno das eleições presidenciais e colocou sob suspeita a evolução da apuração que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Em declarações à imprensa, ele defendeu o cancelamento do resultado apurado no final de semana e a convocação de uma nova votação.
Entre os pontos contestados, Marçal citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão do horário de votação. O empresário alegou possível supressão de instância, argumentando que a análise deveria ter ocorrido na Justiça Eleitoral, além de mencionar a atuação anterior de Zanin como advogado do presidente eleito.
Críticas à apuração e auditoria de dados
Durante a entrevista, o empresário classificou o desempenho de Lula na apuração como uma “tragédia matemática” e afirmou que sua equipe de analistas está examinando a movimentação dos números para compreender a vantagem obtida pelo candidato do PT.
Ao ser confrontado por jornalistas sobre o fato de o PL também ter solicitado a prorrogação das urnas e de como o tempo extra não justificaria uma margem de milhões de votos, Marçal pontuou que o pedido da legenda se restringia a 17 municípios. Ele defendeu o acesso irrestrito aos registros das urnas para checar os votos efetuados após as 17h.
Contestação de abstenção e proposta de novo pleito
Marçal também voltou a criticar os índices de abstenção registrados no país e a aplicação de recursos governamentais ao longo do período de disputa eleitoral.
Ao apontar o que considera a solução para o cenário, o empresário sugeriu a anulação do pleito recente e a prorrogação da disputa por mais duas semanas para a realização de uma nova votação.
VoxPB