Especialista aponta aumento da inadimplência, crise no varejo e avanço de recuperações judiciais como indicativos de que a economia pode encolher drasticamente a partir de 2027.
O Brasil pode enfrentar uma nova e profunda recessão a partir de 2027, com proporções semelhantes à crise vivida durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O alerta foi feito por um ex-presidente do Banco Central, que apontou a atual situação do crédito no país como o principal sintoma de deterioração do cenário econômico.
De acordo com o economista, a retração já começou a se desenhar, impulsionada pelo alto índice de inadimplência no crédito pessoal e pelo sufocamento do setor varejista.
Por que as empresas estão em risco?
O ex-presidente do BC explicou que o varejo brasileiro trabalha altamente dependente de estoques e financiamentos, e que o atual nível de endividamento do setor tornou-se insustentável. O reflexo direto disso, segundo a análise, é o aumento expressivo no número de companhias que estão recorrendo a pedidos de recuperação judicial (RJ) para evitar a falência.
Essa asfixia financeira, no entanto, não se restringe apenas à iniciativa privada. O especialista destacou que a situação do próprio Estado também é delicada e marcada pelo aperto nas contas públicas.
A ameaça de queda no PIB
O economista foi categórico ao afirmar que, caso medidas relevantes não sejam tomadas na condução da economia no curto prazo, o Brasil corre sério risco de repetir o colapso registrado na gestão Dilma.
Naquela ocasião, a economia brasileira sofreu uma retração aguda que chegou a cerca de 7% em um intervalo de apenas dois anos e meio. “Isso é uma baita de uma recessão, isso pode acontecer”, alertou o ex-presidente do Banco Central, reforçando a urgência de uma mudança de rota para evitar o agravamento da crise.
VoxPB