Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta quarta-feira (22), um aumento de capital que pode chegar a R$ 8,81 bilhões. A medida foi definida em Assembleia Geral Extraordinária e prevê a emissão de ações ordinárias e preferenciais ao preço de R$ 5,36 cada, por meio de subscrição privada.
Com a operação, o banco estima elevar seu capital social dos atuais R$ 2,344 bilhões para um valor mínimo de R$ 2,88 bilhões, podendo atingir até R$ 11,16 bilhões. Segundo a instituição, o objetivo é fortalecer a estrutura financeira, garantir níveis adequados de capitalização e ampliar a capacidade de crescimento das operações.
A assembleia também autorizou o Conselho de Administração a conduzir todas as etapas necessárias para viabilizar o aumento de capital. Além disso, foram confirmados nomes para o conselho, incluindo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza.
A decisão ocorre em um momento delicado para o BRB. A instituição enfrenta uma crise após investigações da Polícia Federal revelarem um esquema de fraudes financeiras envolvendo a aquisição de créditos do Banco Master. O caso levou à prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e ao afastamento e prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, suspeito de participação em crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
Em paralelo, o banco tenta reduzir os impactos da crise. Nesta semana, anunciou um acordo com a Quadra Capital para vender parte dos ativos adquiridos do Banco Master. A negociação pode movimentar bilhões de reais, mas ainda depende de aval do Banco Central.
Especialistas avaliam que a estratégia pode aliviar momentaneamente a situação do BRB, embora não seja suficiente para resolver completamente os problemas estruturais enfrentados pela instituição.
Com informações da Agência Brasil.
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil