A redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, pode elevar em até 6,85% os custos totais de empresas intensivas em mão de obra, segundo levantamento da Íntegra Associados.
O estudo aponta que aproximadamente 23,4 milhões de empregos formais possuem jornadas superiores a 40 horas por semana, o equivalente a 81,2% dos vínculos analisados.
Mantida a remuneração, a passagem de 44 para 40 horas representaria um aumento de 10% no custo de cada hora trabalhada. O reflexo final para as empresas, porém, varia de acordo com o peso da folha de pagamento em cada setor.
As maiores pressões aparecem justamente nos serviços. Empresas de seleção e agenciamento de mão de obra teriam aumento estimado de 6,85% no custo total. Em vigilância e segurança, a alta seria de 6,83%, enquanto serviços para edifícios e atividades paisagísticas poderiam registrar 6,27%.
Na indústria e no comércio, embora mais trabalhadores tenham jornadas superiores a 40 horas, o efeito sobre o custo total tende a ser menor. Na fabricação de alimentos, por exemplo, o custo da hora poderia subir 9,82%, mas o impacto total estimado seria de apenas 0,80%.
O levantamento considera dados da Rais de 2025 e não calcula especificamente os efeitos do fim da escala 6×1. Também não incorpora possíveis ganhos de produtividade, redução do absenteísmo ou melhora na retenção de trabalhadores.
Por isso, os próprios autores destacam que os números representam estimativas, e não uma projeção definitiva do impacto econômico da mudança.
VoxPB
Fonte: CNN Brasil